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maio 20, 2005
A perspectiva de Lisboa
"A distância a que Portugal se encontra da zona perigosa da Europa dá-lhe perspectiva para apreciar os acontecimentos, especialmente quando o observador é o Primeiro-Ministro português, que além de ser um estadista, é um filósofo.
O Sr. Doutor Oliveira Salazar está convencido que a guerra na Coreia näo precipitará, antes pelo contrário, uma guerra mundial, primeiro, porque revelou aos russos que näo podem contar com o abstencionísmo americano, segundo porque mostrou aos americanos a solidez das posiçäo russa num continente em que eles podem fornecer largamente os exércitos vermelhos.
O Dr. Salazar avisa os americanos de que näo podem ser uma espécie de bombeiros voluntários, acudindo a combater todos os fogos..."
"Truth", de Londres, no seu número de 18 de Agosto, p.p., - 1950
Também, na mesma altura, o jornal marroquino "Dépêche Tunísiene", de Túnis escreve:
"Em qualquer outro país em que um homem de Estado tivesse levado a cabo uma obra semelhante à do Presidente do Conselho de Portugal teria servido de pretexto a regozijos públicos. Embandeirariam em arco, teria havido paradas militares, e o heroi da festa mostrar-se-ia às multidöes e, sem dúvida, pronunciaria um discurso retumbante...
Esta modéstia excessiva dum homem de Estado que ficará entre os maiores da História, näo deverá deixar esquecer ou desconhecer aquilo que o seu imenso trabalho representa.
Näo é nenhum exagero afirmar que hoje Portugal faz no mundo uma figura muito grande. É igualmente verdadeiro que há menos de um quarto de século este País era objecto de compaixäo e de quase irrisäo.
Se Portugal, surgindo de täo baixo, atinge hoje tal altura, deve-o ao esforço silencioso e perseverante de um homem, e os resultados obtidos ficam inscritos num bronze duradoiro, segundo a imagem de Horácio.
Qualquer que sejam as altas virtudes deste homem excepcionalíssimo, como é Oliveira Salazar, o seu exito deve-se, em parte, pelo menos ao facto de ele ser um jurista perfeito.
Já em 1933, o Chefe do Governo Português fazia promulgar uma Constituiçäo política que correspondia a um novo conceito do Direito Constuticional, visto ligar particular importância às realidades sociais e aos interesses económicos."
Descreve depois, sucintamente, as bases da Constituiçäo e a obra levada a cabo pelos princípios nela exaradas, demorando-se mais a descrever a obra económica, industrial e agrícola; a Ordem nas ruas, na Administraçäo Pública, as relaçöes entre a Igreja e o Estado; a instruçäo pública e a Mocidade Portuguesa.
E finalmente, observa;
"Importava, nesta data, lembrar, simplesmente e a traços largos, que dívida imensa Portugal contraíu para com o homem iminente que, há dezoito anos, à custa de um trabalho insano que näo conhece repouso, dirige com mäo firme e segura os seus destinos e lhe assegura a glória."
Publicado por salazar às 10:49 PM | Comentários (4)
maio 19, 2005
Assento de Matrícula no 1º Ano de Direito do Aluno António de Oliveira Salazar

Publicado por salazar às 10:53 PM | Comentários (1)
maio 06, 2005
Assim se ensinava o que é a Pátria
Menino, sabes o que é a Pátria?
A Pátria é a terra em que nascemos, a terra em que nasceram os nossos pais e muitas gerações de portugueses como nós.
É a nossa Pátria todo o território sagrado que D. Afonso Henriques começou a talhar para a Nação Portuguesa, que tantos heróis defenderam como o seu sangue ou alargaram com sacrifício de suas vidas. É a terra em que viveram e agora repousam esses heróis, a par de santos e de sábios, de escritores e de artistas geniais. A Pátria é a mãe de nós todos os que já se foram, os que vivemos e os que depois de nós hão-de vir.
Na Pátria está, meu menino, a casa em que vieste à luz do dia, o regaço materno que tanta vez te embalou, a aldeia ou a cidade em que tu cresceste, a escola onde melhor te ensinam a conhecê-la e a amá-la, e a família e as pessoas que te rodeiam.
Na Pátria estão os campos de ricas searas, os prados verdejantes, os bosques sombreados, as vinhas de cachos negros ou de cor de ouro, os montes com suas capelinhas brancas votivas.
A Pátria é o solo de todo o Portugal, com as suas ilhas do Atlântico (Açores e Madeira, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe...), as nossas terras dos dois lados de África, a Índia, Macau, a longínqua Timor.
Para cá e para além dos mares, é a nossa Pátria bendita todo o território em que, à sombra da nossa bandeira, se diz na formosa língua portuguesa a doce palavra Mãe!....
Livro de Leitura da 3ª Classe,
Porto Editora, Lda., 1958, pp.5-6
A nossa querida Pátria
Ao vermos a enorme extensão do Império Português, admiramos o heroísmo com que os nossos antepassados, - sábios, marinheiros, soldados e missionários, - engrandeceram a Pátria. Por ela atravessaram mares desconhecidos, sofreram as inclemências de climas insalubres e travaram lutas cruéis em paragens longínquas.
Aprendamos a lição do seu esforço, para amar e servir, como eles, a nossa querida Pátria.
Livro de Leitura da 3ª Classe,
Porto Editora, Lda., 1958, p. 11
Publicado por salazar às 03:56 PM | Comentários (2)
maio 02, 2005
Exposição do Mundo Português
A Exposição do Mundo Português - de que foram Comissário-Geral Augusto de Castro, Comissário-Adjunto Sá e Melo, Arquitecto-Chefe Cottinelli Telmo. Inauguração pelo Chefe de Estado Óscar Carmona, acompanhado pelo Presidente do Concelho Oliveira Salazar e pelo Ministro das Obras Públicas Duarte Pacheco. Outras personalidades, como o Cardeal Gonçalves Cerejeira.
O interior de cada pavilhão - repositório ilustrado da História de Portugal, desde a fundação da nacionalidade. O Pavilhão do Brasil - único país estrangeiro ao qual foi concedido figurar. Aldeias indígenas no Jardim do Ultramar, anexo à Exposição.






Publicado por salazar às 10:56 PM | Comentários (3)
A Lição de SALAZAR
Em 1938, por ocasião do décimo aniversário da investidura de Salazar como Ministro das Finanças, decidiu o Governo exaltar a sua acção através de quadros didácticos que expusessem nas escolas a acção do Chefe da Revolução nacional.

Estes representavam ora a virtude da vida do campo, ora as obras de Salazar e do Estado Novo (pontes, estradas, monumentos e escolas). Nestes quadros representava-se o "Antes" (triste, cinzento e destruído) e o "Depois" do Estado Novo (colorido, alegre, moderno).O conjunto dos sete quadros intitulava-se "A Lição de Salazar" e serviram de suporte à educação das nossas escolas primárias durante muito tempo.

Publicado por salazar às 10:16 PM | Comentários (0)