« Assento de Matrícula no 1º Ano de Direito do Aluno António de Oliveira Salazar | Entrada | Salazar e o 28 de Maio »

maio 20, 2005

A perspectiva de Lisboa

"A distância a que Portugal se encontra da zona perigosa da Europa dá-lhe perspectiva para apreciar os acontecimentos, especialmente quando o observador é o Primeiro-Ministro português, que além de ser um estadista, é um filósofo.

O Sr. Doutor Oliveira Salazar está convencido que a guerra na Coreia näo precipitará, antes pelo contrário, uma guerra mundial, primeiro, porque revelou aos russos que näo podem contar com o abstencionísmo americano, segundo porque mostrou aos americanos a solidez das posiçäo russa num continente em que eles podem fornecer largamente os exércitos vermelhos.
O Dr. Salazar avisa os americanos de que näo podem ser uma espécie de bombeiros voluntários, acudindo a combater todos os fogos..."

"Truth", de Londres, no seu número de 18 de Agosto, p.p., - 1950

Também, na mesma altura, o jornal marroquino "Dépêche Tunísiene", de Túnis escreve:

"Em qualquer outro país em que um homem de Estado tivesse levado a cabo uma obra semelhante à do Presidente do Conselho de Portugal teria servido de pretexto a regozijos públicos. Embandeirariam em arco, teria havido paradas militares, e o heroi da festa mostrar-se-ia às multidöes e, sem dúvida, pronunciaria um discurso retumbante...

Esta modéstia excessiva dum homem de Estado que ficará entre os maiores da História, näo deverá deixar esquecer ou desconhecer aquilo que o seu imenso trabalho representa.
Näo é nenhum exagero afirmar que hoje Portugal faz no mundo uma figura muito grande. É igualmente verdadeiro que há menos de um quarto de século este País era objecto de compaixäo e de quase irrisäo.
Se Portugal, surgindo de täo baixo, atinge hoje tal altura, deve-o ao esforço silencioso e perseverante de um homem, e os resultados obtidos ficam inscritos num bronze duradoiro, segundo a imagem de Horácio.

Qualquer que sejam as altas virtudes deste homem excepcionalíssimo, como é Oliveira Salazar, o seu exito deve-se, em parte, pelo menos ao facto de ele ser um jurista perfeito.

Já em 1933, o Chefe do Governo Português fazia promulgar uma Constituiçäo política que correspondia a um novo conceito do Direito Constuticional, visto ligar particular importância às realidades sociais e aos interesses económicos."

Descreve depois, sucintamente, as bases da Constituiçäo e a obra levada a cabo pelos princípios nela exaradas, demorando-se mais a descrever a obra económica, industrial e agrícola; a Ordem nas ruas, na Administraçäo Pública, as relaçöes entre a Igreja e o Estado; a instruçäo pública e a Mocidade Portuguesa.
E finalmente, observa;

"Importava, nesta data, lembrar, simplesmente e a traços largos, que dívida imensa Portugal contraíu para com o homem iminente que, há dezoito anos, à custa de um trabalho insano que näo conhece repouso, dirige com mäo firme e segura os seus destinos e lhe assegura a glória."

Publicado por salazar às maio 20, 2005 10:49 PM

Comentários

A verdade mesmo que oculta vêm a tona.Se hoje jaz indefeso Portugal já foi fero e glorioso, viva o Salazarismo VIVA O NEO-SALAZARISMO.

Publicado por: A.C.J.A em maio 23, 2005 06:37 AM

Não sendo salazarista não deixo de considerar importante todo o trabalho de revisionismo histórico que é necessário fazer entre os nacionalistas, por isso, em frente!

Publicado por: Rebatet em maio 26, 2005 10:47 PM

Espera-se para hoje dia 28 ao menos um texto!

Publicado por: FG Santos em maio 28, 2005 12:03 AM

Algumas considerações sobre barbaridades escritas nas caixas de comentários deste blogue: o senhor que só por ter sido aluno do esquerdista Jorge Miranda acha que o Salazarismo, só porque tem pontos em comum com o Fascismo, é Fascismo tem uma lógica de raciocínio bastante limitada. Por essa ordem de ideias, o Comunismo é Nazi, só porque tem alguns pontos de organização social em comum com o Nazismo! Não meu caro senhor: tal como nem todas as mulheres que não são como a madre Teresa de Calcutá são necessariamente prostitutas, nem tudo o que é nacionalismo é necessariamente fascismo ou nazismo. Quanto àqueles que dizem que o Estado Novo e Salazar contribuiram para o analfabetismo, vão ver quantas escolas e universidades havia ANTES do Estado Novo e quantas haavia DEPOIS. Salazar construiu milhares de escolas primárias nas cidades e TAMBÉM NAS ALDEIAS por esse país fora, contribuindo assim mais para o desenvolvimento do interior do que os crápulas dos nossos dias. E vão ver que taxa de analfabetismo tínhamos em 1926 (81%) e que taxa de analfabetismo tínhamos no fim do Estado Novo (17%). Ignorantes são aqueles que dizem que o Estado Novo contribuiu para a ignorância. Quanto à mortalidade infantil, é verdade que era mais elevada do que hoje, mas isso é porque há 40, 50 e 60 anos a medicina era muito mais avançada do que aquilo que é hoje. Na realidade, no Estado Novo a mortalidade infantil e a esperança de vida até aumentaram muito em relação ao regime anterior. E a pobreza? Se com o Estado Novo ficámos 50 anos atrasados em relação à Europa, vejam o insuspeito documentário da SIC sobre o século XX em Portugal e vereis que, se no Estado Novo ficámos 50 anos atrasados, antes do Estado Novo esse atraso era de alguns 100 anos. O Salazar dimnuiu a pobreza, mas não fazia milagres. Sobre a liberdade de expressão, dantes não havia para os comunistas e para os anarquistas porque eles punham bombas. Hoje em dia um partido que tenha um braço armado também é ilegalizado à luz da Constituição e também se sujeita a ter os seus militantes detidos sumariamente (a propósito se o Tarrafal fosse tão mau como dizem não havia tantos sobreviventes e se Cunhal sofreu terríveis torturas na prisão, expliquem-me como é que ele enquanto estava preso conseguiu tirar o curso de Direito). E hoje só nos deixam falar porque sabem que devido à propaganda antinacional de intoxicação das mentes das pessoas e à censura de que somos vítimas não conseguiremos passar a nossa mensagem junto do grande público. Já que falo em censura: alguém conhece um nacionalista que escreva nos órgãos de grande informação? Alguém vê intelectuais nacionalistas serem convidados para debates sobre as questões que assolam a Nação? Não! Por isso não venham com essa da censura porque a censura ainda hoje existe, só que é mais camuflada, para parecer que existe liberdade para todos.

Publicado por: LegioLusa em junho 5, 2005 07:29 PM

Comente




Recordar-me?